"Se não te agradar o estylo,e o methodo, que sigo, terás paciência, porque não posso saber o teu génio, mas se lendo encontrares alguns erros, (como pode suceder, que encontres) ficar-tehey em grande obrigação se delles me advertires, para que emendando-os fique o teu gosto mais satisfeito"
Bento Morganti - Nummismologia. Lisboa, 1737. no Prólogo «A Quem Ler»

segunda-feira, 6 de abril de 2015

New York Antiquarian Book Fair | Salon International du Livre Ancien au Grand Palais de Paris: Novidades bibliófilas – selecção de alguns catálogos disponíveis



Um bibliófilo de Ignacio Trelis

Com o aproximar de dois dos maiores eventos bibliófilos do ano: a New York Antiquarian Book Fair, de 9 a 12 e o Salon International du Livre Ancien au Grand Palais em Paris de 24 a 26 Abril, muitas livrarias antiquárias estão a editar catálogos, estando alguns deles vocacionados mesmo para a sua participação nestes importantes eventos bibliófilos.

(E entretanto prepara-se mais um leilão entre nós, mas dele falarei mais tarde….)

Desta vez deixo-vos basicamente com os catálogos e o que os seus redactores escreveram sobre os mesmos – será uma versão poliglota (talvez até mais acessível a um maior número de leitores (convenhamos que o português não é fácil e, neste momento, com o Acordo [ou Desacordo para muitos] Ortográfico ainda ficou pior...)

Ora vamos lá começar com o nosso périplo bibliófilo:

L'intersigne Livres anciens
Alain Marchiset, libraire-expert
150 rue de Rennes 75006 Paris
France

 Apresentou o seu Catalogue n.º 139 - "Livres choisis"





Librairie Camille Sourget
93 rue de Seine - 75006 Paris
France

Nous avons le plaisir de vous présenter notre tout nouveau catalogue de livres rares et précieux – Catalogue 16 –  dans lequel vous trouverez une sélection d'ouvrages variés classés par ordre chronologique du XVe au XXe siècle.

La librairie sera présente à la New York Antiquarian Book Fair, du 9 au 12 avril 2015, stand C18, ainsi qu'au Salon International du Livre Ancien au Grand Palais du 24 au 26 avril, stand A4-B3.




Bauman Rare Books
Philadelphia: 1608 Walnut St Floor 19 Philadelphia, PA 19013
New York: 535 Madison Avenue, New York, NY 10022
Las Vegas: 3327 Las Vegas Blvd South Suite 2856, Las Vegas, NV
USA




Librairie Le Feu Follet
31 rue Henri Barbusse - 75005 Paris - 01.56.08.08.85
France

Les plus grands textes en édition originale, tirage de tête et/ou avec envoi autographe signé: le Grand Meaulnes, Voyage au bout de la nuit, l'Etranger, En attendant Godot, le Feu, les Diaboliques, Madame Bovary, l'Education sentimentale, le Livre de la jungle, le Procès-verbal, l'Espoir, Pierre et Jean, Lolita, le Diable au corps  et bien évidemment...le Feu Follet.






7. BALZAC Honoré de. Béatrix ou les Amours forcés. Hippolyte Souverain, Paris 1839, 14x22cm, 2 volumes reliés. Édition originale rare. Reliures en demi chagrin maroquiné chocolat, dos à cinq nerfs sertis de filets dorés ornés de doubles caissons dorés richement agrémentés de motifs dé- coratifs dorés, dates dorées en queues, plats de papier marbré, gardes et contreplats de papier à la cuve, têtes dorées, élégantes reliures exécutées à la fin du XIXème. Ex-libris d’Alexis Martin gravés par Aglaüs Bouvenne encollés sur les contreplats. Restauration marginale en pied de plusieurs feuillets, la table du second volume a été découpée puis collée sur un papier vergé. Bel exemplaire agréablement établi de ce roman qui forme l’un des plus beaux portraits de femme de la Comédie humaine. [1 500€]



De prestigieux envois autographes signés soulignant la relation singulière entre auteur & dédicataire:

Banville à Goncourt et Goncourt à Banville
Bataille et Camus à Blanchot
Barbusse à Bergson, Cendrars à Supervielle, Crevel à Colette, Morand à Cocteau, Lorrain à Daudet, Duras à Simon,
Tzara à Eluard, Malraux à Sagan,
Proust à Massis, Drieu à Queneau
Cocteau à Simenon, France à Schwob
Taine à Sainte-Beuve, Delteil à Rigaud






5. APOLLINAIRE Guillaume & ANONYME. Julie philosophe ou le Bon Patriote. Bibliothèque des curieux, Paris 1910, 9x15cm, 2 volumes reliés. Édition originale de l’introduction ainsi que de l’essai bibliographique établis par Guillaume Apollinaire, un des 500 exemplaires numérotés sur Arches, le nôtre non justifié, seul tirage avec 5 Japon. Reliures à la bradel en demi percaline souris, dos lisses légèrement insolés ornés d’un motif floral doré, doubles filets dorés en queues, pièces de titre de basane noire, plats de papier marbré, coins supérieurs légèrement émoussés, fragiles couvertures parcheminées conservées, deux petits accrocs sur les tranches supérieures, têtes dorées, reliures de l’époque. Précieux envoi autographe signé de Guillaume Apollinaire à son éditeur P. Stock en tête de la garde du premier volume. Un manque de papier sur le deuxième plat du second volume, couvertures parcheminées légèrement piquées. [2 500€]



Retrouvez toute l'équipe du Feu Follet au Salon international du Livre Rare dès le 24 avril - Stand G6


Livraria Castro e Silva
Rua do Norte, 44 - 1º andar
1200-286 Lisboa
Portugal
Tel: +351 213467380
Tlm: +351 967201362





55th Annual New York Antiquarian Book Fair

Para os mais interessados nestes dois grandes eventos bibliófilos aqui deixo os links oficiais.


55th Annual New York Antiquarian Book Fair


Shelley's Poems

Vejam-se algumas imagens bem sugestivas da elevada qualidade desta Feira do Livro Antigo:


Aleph Bet Books


Fine stipple portrait engraving by Frederick Christian Lewis (1779-1856)
after the painting by Francis Kyte (fl. 1710-1744)


Donald Heald Rare Books


Dr Joern Guenther






Vejam-se também alguns dos exemplares presentes:



Librairie Alain BRIEUX - CORRE Armand - Les criminels, caractères physiques et psychologiques. Paris, Octave Doin, 1889, in-8, XV, (1 bl.), 412 pp., (2), broché, couverture imprimée



Librairie BUSSER - ARENA Antonius.-Ad suos compagnones studiantes-1670 - Édition la plus complète que l'on ait de ce traité de danse rédigé en langue macaronique.



Librairie BUSSER - MAROT Clément-Ouvres-1969-1870-Édition luxueuse imprimée par Nicolas Scheuring.



Librairie des CARRÉS - LISTONAI [pseud. de Daniel-Jost de VILLENEUVE].   Le Voyageur philosophe dans un pais inconnu aux habitans de la terre.   Amsterdam, 1761. Edition originale, 2 volumes in-12. Reliure d’époque en veau marbré. Bel exemplaire de la bibliothèque de Louis-Henry-Georges Aubert du Petit-Thouars.



Anne LAMORT Livres anciens - Prince Alexis Soltykoff. Voyage en Perse. Paris, Curmer et Lecou, 1851 ; grand in-8 de [3] ff., 140 pp., reliure de l’époque demi-chagrin rouge, dos lisse orné de filets, de fleurons et de pointillés dorés et à froid, tranches dorées. Édition originale de toute rareté.



MANUSCRIPTA - FOUCHÉ - Lettre signée, adressée au préfet de l'Ain. Paris, 17 fructidor an 10, 1 page in-4 ; en-tête « Le Ministre de la Police Générale de la République » et vignette ; adresse au dos.

Como sempre no final de uma consulta tão vasta como esta resta-nos sentar, “deitar contas à vida”, e pensarmos na aquisição de uma próxima preciosidade – cada vez mais difícil de se conseguir – e, porque não, folhear um dos nossos exemplares.
(não será preciso tanto requinte como na imagem…)


Esprit XVIIIème


Saudações bibliófilas.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

José Duro – um esboço biobibliográfico

Para uma amiga distante,
mas sempre presente


José Duro

José Duro, de quem hoje ninguém fala nem sequer recorda o nome, não foi um poeta consensual. Alguns riram-se mesmo dos seus poemas. É uma consequência, talvez, de ser demasiado ingénuo e autêntico, ao mesmo tempo que artificial e empolado.

Outros porém respeitaram a obra deste sequaz satânico e decadente, que bebeu em António Nobre (tísico como ele próprio) o gosto por cadaverosidades, em Guerra Junqueiro o uso do sarcasmo, da grandiloquência e do sensacionalismo, e em Charles Baudelaire o engodo pelas Flores do Mal.
Por alguma razão a obra conseguiu chegar à décima-primeira edição.

Comprar livros é o objectivo de qualquer bibliófilo e, se estes forem raros melhor ainda, mas só alguns gostam de partilhar o resultado dos dias/anos de procura e dos esforços da sua paixão.

Para alguns tão importante como a possessão dessas preciosidades é ainda maior o gosto de transmitir aos mais novos o seu significado literário e da sua importância bibliófila.

Com estes modestos, e sempre incompletos apontamentos, quero contribuir para essa divulgação.
Em relação a este autor estamos perante um “ilustre desconhecido”, como já acima se disse, dos neófitos nestas andanças, mas bem conhecido do mundo da bibliofilia.


A paixão da procura bibliófila

Espero que o meu contributo seja de algum proveito e interesse.

 “Fel é uma espécie de diário poético dos últimos dias de José Duro. O poema Doente, que encerra o livro, é uma longa confissão de amargura e desespero de um jovem que sabe já que a morte está muito próxima”Ademar Santos.

O poema Doente, que encerra o seu livro Fel, é uma longa confissão de amargura e desespero dum jovem que sabe já que a morte está muito próxima. Transcrevo a parte final desse mesmo poema (numa ortografia actualizada):

Que negro mal o meu! estou cada vez mais rouco!
Fogem de mim com asco as virgens d'olhar cálido...
E os velhos, quando passo, vendo-me tão pálido,
Comentam entre si: - coitado, está por pouco!...

Por isso tenho ódio a quem tiver saúde,
Por isso tenho raiva a quem viver ditoso,
E, odiando toda a gente, eu amo o tuberculoso.
E só estou contente ouvindo um alaúde.

Cada vez que me estudo encontro-me diferente,
Quando olham para mim é certo que estremeço;
E vai, pensando bem, sou, como toda a gente,
O contrário talvez daquilo que pareço...

Espírito irrequieto, fantasia ardente,
Adoro como Poe as doidas criações,
E se não bebo absinto é porque estou doente,
Que eu tenho como ele horror às multidões.

E amando doudamente as formas incompletas
Que às vezes não consigo, enfim, realizar,
Eu sinto-me banal ao pé dos mais poetas,
E, achando-me incapaz, deixo de trabalhar...

São filhos do meu tédio e duma dor qualquer
Meus sonhos de neurose horrivelmente histéricos
Como as larvas ruins dos corpos cadavéricos,
Ou como a aspiração de Charles Baudelaire.

Apraz-me o simbolismo ingénito das coisas...
E aos lábios da Mulher, a desfazer-se em beijos,
Prefiro os lábios maus das negregadas loisas,
Abrindo num ancelar de mórbidos desejos.

E é vão que medito e é em vão que sonho:
Meu coração morreu, minha alma é quase morta...
Já sinto emurchecer no crânio a flor do Sonho,
E oiço a Morte bater, sinistra, à minha porta...

Estou farto de sofrer, o sofrimento cansa,
E, por maior desgraça e por maior tormento,
Chego a julgar que tenho - estúpida lembrança -
Uma alma de poeta e um pouco de talento!

A doença que me mata é moral e física!
De que me serve a mim agora ter esperanças,
Se eu não posso beijar as trémulas crianças,
Porque ao meu lábio aflui o tóxico da tísica?

E morro assim tão novo! Ainda não há um mês,
Perguntei ao Doutor: - Então?...- Hei-de curá-lo...
Porém já não me importo, é bom morrer, deixá-lo!
Que morrer - é dormir... dormir... sonhar talvez...

Por isso irei sonhar debaixo dum cipreste
Alheio à sedução dos ideais perversos...
O poeta nunca morre embora seja agreste
A sua aspiração e tristes os seus versos!
— José Duro, Doente, in Fel.


José Duro aos 16 anos

José António Duro (Portalegre, 22 de Outubro de 1875 — Lisboa, 18 de Janeiro de 1899), mais conhecido como José Duro, foi um poeta decadentista (1) português.

Era filho de mãe solteira, a operária de lanifícios Maria da Assunção Cardoso, e do industrial José António Duro.


Portalegre

Os seus versos mais antigos foram escritos em Portalegre, uns dias depois do seu vigésimo aniversário (1895), e intitularam-se A Morte. É um soneto de molde anteriano, cheio de desesperos insanáveis, expressos num diálogo tétrico, revela já o temperamento melancólico, pessimista e mórbido do autor
Em 1896 publicou um folheto de versos numa tipografia da sua terra: Flores.


DURO, José – Flores (2ª edição)

Enquanto aluno da Escola Politécnica de Lisboa, começou a frequentar os cafés e rodas literárias em que se discutia Vítor Hugo, Baudelaire, Antero, Junqueiro, Cesário Verde e os jovens simbolistas de Coimbra, principalmente António Nobre. Aí deu largas à sua precocidade melancólica, servida por uma sensibilidade aguda e mórbida, nutrida por leituras anárquicas e sombrias.


Antiga sede da Escola Politécnica de Lisboa.

Este temperamento melancólico, pessimista e mórbido do autor, será ainda mais marcado na sua obra mais conhecida, Fel, livro escrito em 1898, quando a tuberculose de que sofria há muito e que provavelmente teve muita influência no seu carácter sombrio, anunciava a sua morte certa e iminente, que veio a acontecer apenas alguns dias depois da sua publicação.

Esses poemas reflectem várias influências unificadas pelos temas de Charles Baudelaire, postos em moda em Portugal por Guilherme de Azevedo e Gomes Leal: a prostituição, o tédio, o corvo fatídico de Poe, o coveiro e os vermes da cova, a tuberculose, a desesperança.


BAUDELAIRE, Charles – Les Fleurs du Mal (1ª edição de 1857) (2)

A sinceridade de José Duro, pobre e doente, com uma mocidade gasta entre a Politécnica, o café Gelo e a gare de Portalegre, supre o que falta à sua poesia em verdadeira originalidade e consistência. «Livro de um incoerente», como ele lhe chama, o Fel é a simpática mensagem duma vida ceifada, que se traduz numa versificação cheia de reminiscências alheias, mas natural e animada.

José Duro, conta Sampaio, morreu "numa chuviscosa e fria manhã de Janeiro de 1899". A primeira edição de Fel aterrara nos escaparates dos livreiros uns dias antes.


DURO, José – Fel. (1ª edição)
Lisboa; Empreza Litteraria Lisbonense. Libanio & Cunha - Editores, 1898.
In-8º de 90 [6] p.

No livro que recorda os esquecidos do seu tempo, Mayer Garção, Os Esquecidos, Empresa Editora A Peninsular, 1924, escreveum texto com muito interesse sobre o "mais esquecido dos esquecidos": José Duro.



44 – Garção, Francisco Mayer – OS ESQUECIDOS. Lisboa. Empresa Editora e de Publicidade a Peninsular. 1924. 157 págs. 18.5cm. Brochado.
Interessante obra onde é traçado o perfil de diversas figuras como “Beldemónio” (Eduardo Barros Lobo), Costa Alegre, Leite Bastos, José Newton, Alfredo Serrano, entre outros. Contém diversas referências bibliográficas.
©Colofon Livros Antigos

Um dia José Duro procura Mayer Garção porque queria imprimir o seu segundo livro e, antes de o publicar, gostava que alguém o lesse.

Eis o testemunho de Mayer Garção desse encontro: “Encontrei-me com José Duro na cervejaria do Gelo. Não esquecerei nunca a febre que reluzia nos olhos desse rapaz, em cujas faces se descortinavam já os estigmas da morte próxima.

Sentámo-nos a uma mesa, e, com voz rouca, durante longo tempo, ouvi a leitura do seu manuscrito, entoada com estranha paixão. Os criados perpassavam, servindo fregueses, àquela hora ainda raros, e, a essa banal mesa de café, eu assistia ao desenrolar de imagens, escutava a música dos ritmos, via desfilar as visões daquele espírito amargurado.

(…) ali, aquele poeta desgraçado e amargo despenhava perante mim os diamantes do seu espírito, porventura imperfeitamente lapidados, mas dum brilho, duma pureza, duma água tão cristalina que se diriam porvir da terra virgem, aliando à cor do sol o perfume das flores silvestres.

Nunca ouvi ler assim, nem desejo tornar a ouvir ler assim. José Duro, com a sua voz rouca, quase não fazia uma pausa. OH! Rapidez terrível, aflitiva da sua leitura, a ânsia a exprimir em gritos o fruto da sua paixão! Dir-se-ia que esse rapaz, tão novo, receava não ter vida para chegar ao fim, e por isso traduzia a correr, a marcha final dos seus sonhos, na galopada frenética das suas palavras. O livro que se intitula Fel, é publicado na imprensa Libânio da Silva”


As flores na natureza...o fim de um curto precurso
©Facebook

Quando o livro é publicado, O poeta quase não tem tempo para o ver ou para ler as críticas: três semanas depois, José Duro morre. Tuberculoso, como tantos poetas do seu tempo. Basta citar António Nobre e Cesário Verde.

"Mas esses tinham tido o seu momento de glória, foram apreciados, conhecidos".

Continua Mayer Garção:
“O pobre José Duro ignorado vivera sempre. O seu livro era sua estreia e ele morreu com a desoladora impressão de que ninguém o lera ou apreciara. Não conheço de todos os esquecidos nenhum mais esquecido. E, todavia, a sua memória há-de reflorir. Nessa magnífica, angustiosa e suprema poesia Doente, com que o Fel termina, uma quadra fecha o testamento do poeta.

"Por isso irei sonhar debaixo de um cipreste
Alheio à sedução dos ideais perversos…
O poeta nunca morre, embora seja agreste
A sua inspiração, e tristes os seus versos!"


Mais um poeta "esquecido", mas na minha opinião, que justifica uma leitura atenta. Neste breve esboço espero ter despertado a vossa curiosidade para a sua “descoberta”.

Bibliofilamente é bastante procurado e, quando em excelente estado de conservação (o que é muito raro): com as capas de brochura e respectivas badanas integras e preservadas atinge valores interessantes. (3)


Notas:

(1) Decadentismo é uma corrente artística, filosófica e, principalmente, literária que teve a sua origem na França nas duas últimas décadas do século XIX e se desenvolveu por quase toda Europa e alguns países da América. A denominação "decadentismo", que tinha, a princípio, um sentido depreciativo e irónico, dado pela crítica acadêmica, terminou por ser adoptada pelos próprios participantes do movimento.

(2) Obra importante no simbolismo e movimentos modernistas. O assunto destes poemas prende-se com temas relativos à decadência e erotismo.

(3) No último leilão realizado pela Livraria Manuel Ferreira da Biblioteca de Ramiro Teixeira, foi vendido um exemplar por 370.00€ (valor de martelo a que se tem de acrescentar 15.99%)

Fontes consultadas:

ABNOXIO
 Biblioteca Digital do Alentejo
 José Duro – Wikipedia
 Falcão de Jade: O poeta José Duro, um grande esquecido!
Versos que lembram (5) – José Duro